' Nesse tempo, aprendi que ter medo não é vergonha, vergonha é não saber adimitir que sente medo também.
O medo de altura não passou, o medo de perder quem eu amo, também não. O medo de algo da tv, do que o Brasil está se tornando e de alguns bichinhos estranhos, também não passaram. Mas o maior medo que sinto, é de uma essência diferente. Não é medo físico, daqueles que fazem a espinha gelar, o cerebro congelar ou as mãos tremerem. Não é um medo que necessita ter as janelas fechadas ou as portas trancadas. Mas um medo interior, de alma, de relativas mudanças, de não saber, ao certo, os fato concretos do real. Esse medo, dá vontade de correr, me esconder debaixo de um cobertor e ficar ali, quietinha, esperando passar.Vontade de abraçar minha mãe e sentir ela dizer que tudo vai ficar bem. Vontade de - como diria a Pitty- ‘deixar correr a água contida’, aquelas lágrimas salgadas que, banhando o rosto, farão dissipar, pelo menos por umas horas, o medo desse desconhecido.
Recorrer à que? Recorrer à quem? Fazer exatamente o que?As perguntas pairam em uma nuvem envolta por esferas de sentimentos confusos e ao mesmo tempo com ar de ‘tão simples de se resolver’.Medo estranho.Talvez seja a passagem para um novo mundo.Um mundo diferente, uma etapa nova, um ‘outro eu’.
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